25 bares onde você vai sozinho e volta com amigos

O guia que 42 mil hóspedes ajudaram a construir. Sem turista trap, sem fila, sem julgamento.

25 bares onde você vai sozinho e volta com amigos

Você chegou no Rio sozinho e quer saber onde encontrar gente? A gente entende. Mais de 42 mil hóspedes já passaram pelo El Misti, a maioria solo, entre 25 e 34 anos, de dezenas de países diferentes. E a primeira pergunta que todo mundo faz na recepção é a mesma: "qual bar eu vou hoje?"

Este guia é a resposta. São 25 bares organizados por vibe, com horário de pico e a real de quem vai lá de verdade. De pôr do sol na Urca a samba de raiz na Gamboa, passando por craft beer em Botafogo e a loucura da Lapa. Cada um é um lugar onde você chega sozinho e sai com uma galera.

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8 vibes, 25 bares reais

Do ritual do pôr do sol ao rock alternativo. Cada noite no Rio tem um sabor diferente.

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Horário certo pra cada rolê

Chegar cedo demais é bar vazio. Chegar tarde é fila. Aqui você sabe a hora exata.

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Feito pra quem viaja solo

Bares onde a calçada vira sala de estar e conversa com desconhecido é o normal.

Ritual do Pôr do Sol

Bar Urca, Urca. O mureta mais famoso do Rio. Você compra o petisco e a cerveja no balcão e senta no murinho com os pés quase na Baía de Guanabara. O pôr do sol daqui é de outro nível, e como todo mundo fica espremido na mureta, puxar papo é inevitável. Melhor horário: chegar às 16h pra garantir lugar.

Quiosque Riba, Ipanema (Posto 9, na areia). Pé na areia, chopp gelado, DJ tocando no fim de tarde. O Riba é o point do Posto 9, viajante solo, surfista, gringo, carioca, todo mundo misturado. Vai de tarde e fica pro sunset. Sexta e sábado ficam lotados a partir das 17h.

Azur, Leblon. Rooftop com vista pro mar do Leblon. Mais sofisticado, drinks autorais, galera entre 25-35 anos. Bom pra quando você quer um rolê mais arrumado sem perder o pé na areia do Rio. Funciona bem de quinta a sábado a partir das 18h.

Ritual do Pôr do Sol

Dica

Leva dinheiro trocado pro Bar Urca, o atendimento no balcão é rápido, mas não aceita cartão em tudo.

Calçada Cheia

Pavão Azul, Copacabana (Rua Hilário de Gouveia). O boteco mais clássico de Copa. Pastéis enormes, chopp estupidamente gelado, calçada lotada de gente que veio "tomar uma" e ficou até fechar. O Pavão é democrático: carioca velho de guerra, mochileiro, galera do hostel. Qualquer dia da semana depois das 18h já está cheio.

Belmonte, Ipanema (Rua José Linhares). Rede de botecos cariocas, mas o de Ipanema é especial. A empada de camarão é lendária. A calçada de sexta à noite é ponto de encontro, gente de bermuda e havaianas com chopp na mão, rindo alto. Funciona todos os dias, mas sexta e sábado são os dias fortes.

Braseiro da Gávea, Gávea (Praça Santos Dumont). Na praça que todo universitário do Rio conhece. O Braseiro divide a noite com outros bares ao redor da Praça. O filé com fritas é clássico. Quinta e sexta a praça inteira vira um grande bar a céu aberto, a galera transita entre as mesas sem cerimônia.

Canastra Bar, Ipanema. Queijos artesanais, vinhos naturais, porções caprichadas. Mais intimista que os outros dessa lista, mas a calçada agitada de Ipanema faz o serviço. Bom pra encontrar gente que curte gastronomia e boa conversa. Funciona bem de quinta a sábado.

Calçada Cheia

Dica

No Pavão Azul, pede o pastel de camarão e o chopp Brahma. É combinação obrigatória.

Loucura da Lapa

Bar da Cachaça, Lapa. Mais de 400 rótulos de cachaça. O bar em si é simples, mas o cardápio de cachaça é enciclopédico. Fica na Rua da Lapa e serve de aquecimento pra noite. A partir das 20h começa a encher, e como todo mundo está experimentando cachaça nova, a conversa surge naturalmente.

Lapa 40 Graus, Lapa. Uma das casas noturnas mais conhecidas do Rio. Samba, forró, funk, depende da noite. Galera jovem, internacional, energia alta. Sexta e sábado são os dias mais loucos. Se você não sabe dançar, vai aprender aqui, alguém sempre puxa.

Beco do Rato, Lapa (Rua Joaquim Silva). Samba de gafieira num casarão antigo. A pista é apertada e quente, do jeito que samba tem que ser. Terça e sexta são os dias clássicos. O Beco é o tipo de lugar que você entra sem conhecer ninguém e sai abraçando todo mundo.

Loucura da Lapa

Dica

Na Lapa, ande em grupo e fique nas ruas movimentadas. A energia é contagiante, mas bom senso nunca é demais.

Rota do Lúpulo

Brewteco, Botafogo. Um dos pioneiros da cena de cerveja artesanal no Rio. Dezenas de torneiras com rótulos que mudam toda semana. O espaço é meio industrial, a galera é descolada, e como todo mundo está experimentando cerveja diferente, trocar dica de torneira é o início natural da conversa. Funciona de terça a domingo, mas quinta e sexta são os melhores dias.

Hocus Pocus DNA, Botafogo. A cervejaria que nasceu em Petrópolis e abriu seu espaço no Rio. A DNA tem um cardápio extenso de cervejas próprias, das mais leves às mais ousadas. O lugar é amplo, tem mesas compartilhadas e comida boa pra acompanhar. Sábado à tarde é garantia de casa cheia.

Boteco Colarinho, Humaitá. Cerveja artesanal com alma de boteco. O Colarinho tem aquele clima de esquina carioca, mas com torneiras de qualidade. Fica num bairro residencial, então a galera que frequenta é mais local, o que torna o papo mais genuíno. De quinta a sábado é o melhor momento.

Rota do Lúpulo

Dica

Peça a "flight" de degustação no Brewteco, você prova 4-5 cervejas e descobre seu estilo.

Samba de Raiz

Pedra do Sal, Gamboa (zona portuária). O berço do samba no Rio. A roda acontece na escadaria, ao ar livre, segunda e sexta à noite. O som é autêntico, pagode, samba de roda, gente dançando na rua. A Pedra do Sal é história viva. A galera é misturada: carioca raiz, turista curioso, todo mundo junto. Chega cedo pra pegar um bom lugar na escadaria.

Bip Bip, Copacabana (Rua Almirante Gonçalves). O bar mais autêntico do Rio. Um botequim minúsculo onde a roda de samba e choro acontece na calçada. Sem palco, sem microfone, sem frescura. O dono é lendário e as paredes são forradas de fotos e recortes de jornal. Funciona de terça a domingo à noite. Leva dinheiro, é simples assim.

Trapiche Gamboa, Gamboa. Samba, forró e MPB num galpão histórico do porto. O espaço é grande e a programação muda, sexta geralmente tem samba ao vivo. O Trapiche é perfeito pra quem quer dançar sem pretensão e se misturar com a galera local da zona portuária.

Samba de Raiz

Dica

Na Pedra do Sal, vá de segunda, a roda é mais íntima e autêntica que na sexta (que lota mais).

Santa Teresa

Armazém São Thiago, Santa Teresa (Rua Áurea). O "Bar do Gomez". Funciona desde 1919 num casarão colonial. O chopp é tirado no estilo antigo e os petiscos de balcão são fartos. O ambiente parece um museu vivo, mas a galera é descontraída. Qualquer dia da semana funciona, mas sábado à tarde com o bondinho passando na porta é especial.

Bar do Mineiro, Santa Teresa (Largo do Guimarães). Comida mineira honesta num boteco com alma. O feijão tropeiro e a torresmo são referência. Fica no Largo, então a calçada vira extensão do bar. Sábado no almoço é tradição, mas chega cedo porque a fila forma.

Bar do Omar (Pital), Santa Teresa. Mais alternativo, mais noturno. O Omar (antigo Pital da Santa) é point da galera artística do bairro. Drinks, cerveja artesanal, DJ em algumas noites. A vibe é de quem vive em Santa Teresa, criativa, despretensiosa, aberta.

Santa Teresa

Dica

Suba de bondinho se possível, o trajeto já é uma experiência. E no Armazém São Thiago, peça o bolinho de bacalhau.

Alternativos & Rock

Bar Bukowski, Botafogo. Rock, grunge, punk, indie. O Bukowski é um dos bares de rock mais tradicionais do Rio. O espaço é escuro, as paredes são cheias de pôsteres, a cerveja é barata e o som é alto. Se você curte rock e quer encontrar gente com a mesma vibe, é aqui. Sexta e sábado à noite são os dias clássicos.

Xepa Bar, Botafogo. Mais eclético que o Bukowski. Indie, eletrônico, MPB alternativa, depende da noite. O Xepa tem um clima despretensioso que atrai galera jovem e alternativa. Os drinks são criativos e os preços são honestos. Quinta e sexta funcionam bem.

Fosfobox, Copacabana (subsolo da Rua Siqueira Campos). Uma casa noturna underground,. Fica no subsolo e a programação vai de DJ set eletrônico a noite de rock independente. O público é alternativo e o espaço é compacto, o que faz todo mundo se misturar rápido. Sexta e sábado depois das 23h é quando a coisa acontece.

Alternativos & Rock

Dica

No Bukowski, chegue antes das 22h pra pegar mesa. Depois disso, é pista de pé e braço levantado.

Gastronomia de Balcão

Bar do Momo, Tijuca. Um boteco fora do circuito turístico que é referência pra quem vive no Rio. O chopp é dos mais bem tirados da cidade e o cardápio de petiscos é generoso. A Tijuca é bairro residencial, então aqui você bebe com carioca de verdade. Funciona todos os dias, mas o movimento forte é de quinta a sábado.

Adega Pérola, Copacabana (Rua Siqueira Campos). Desde 1957. Um balcão de frios, empanados e frutos do mar que virou instituição. O lugar é apertado, o atendimento é direto e a sardinha frita é icônica. A Pérola é aquele boteco que você não encontra no Instagram, mas todo carioca de Copa conhece. Funciona do almoço até a noite, mas o fim de tarde é a melhor hora.

Aconchego Carioca, Praça da Bandeira. Premiado como melhor boteco do Rio pelo Veja Rio mais de uma vez. O cardápio é de petiscos autorais, bolinho de feijoada, dadinho de tapioca, costelinha com geleia de pimenta. Fica fora da zona turística, o que significa que 100% da galera é carioca. Vai de quinta a sábado, chega cedo porque lota.

Gastronomia de Balcão

Dica

Na Adega Pérola, pede a sardinha frita e o bolinho de bacalhau. Dois clássicos que justificam a ida.

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